Contrato de Prestação de Serviços: Dicas
Durante a faculdade, aprendi diversos métodos que envolvem
pequenos e grandes projetos, mas foi trabalhando em micros, pequenas, medias e
grandes empresas que pude adquirir conhecimento sobre tal.
Hora você elabora todo o seu conteúdo (Software ou Site)
muito bem feito, e depois basta correr atrás das vendas. Será?
O contrato de Prestações de serviços e muito utilizado por
Freelancers, micro e pequenas empresas, tem por objetivo descrever o trabalho
que será feito, os valores, os prazos, impedimentos, e descrição das
ferramentas que poderão ser utilizadas, dentre outros fatores, após a
conferencia do cliente ele irá assinar se concordar.
Pois bem vamos às dicas:
1 – Pesquisar contratos no Google.
Caso
você ainda não tenha ideia de como elaborar o seu contrato de prestação de
serviços faça uma busca no Google a respeito do assunto, com certeza você vai
encontrar diversos modelos, que seguem uma mesma linha de raciocínio, mas tenha
cuidado, pois, quem nunca ouviu por ai que “que
a faculdade só te dá o básico e que se quiser alguma coisa basta procurar no
google”, bom acredito que não é bem
assim, na verdade o Google deve ser utilizado sim igual a uma faculdade, ou
seja, ele só vai te dar o básico, você é quem deve estudar o conteúdo e
elaborar de maneira que atenda ao seu projeto, até porque copia é plagio, e
justamente por existir diversos contratos, você pode acabar pegando um cheio de
“entre linhas” e isto pode te complicar depois diante do questionamento do
cliente.
2 – Seja Claro quanto ao conteúdo a ser desenvolvido.
Descreva
de maneira precisa o que foi acordado verbalmente entre você e o cliente, evite
termos técnicos, pois o cliente poderá não se lembrar de o que significa quando
ler o contrato.
3 – Prazos
Determinar
prazos para um trabalho é muito difícil, se você já possui uma carga de
experiência então pode basear-se em projetos passados, caso não seja, procure
utilizar ferramentas que contem o tempo enquanto você está programando alguma etapa
dos novos trabalhos, isso irá te ajudar a determinar prazos para o futuro.
Lembre-se
jogue este prazo para dias a mais, por exemplo, se você gasta 15 dias para
elaborar um site simples, bom, jogue este prazo para 18 dias ou 20 dias. Pense
que eventos inesperados podem acontecer, ou coloque isto também no contrato e
converse com o cliente, explique que o prazo pode se estender em casos de
eventos inesperados, como a falta de luz, e/ou linha telefônica, dentre outros
fatores.
Pense
se você trabalha em sábados, domingos e feriados. Pensou?
Essa é
uma parte importantíssima dos prazos de um projeto, deixe claro no contrato se
este será feitos em “DIAS UTEIS” ou “DIAS CORRIDOS”, um erro desses pode
deixar o seu programador na mão, ou é só mais uma tentativa de frustra-lo.
4 – Valores
Eis
mais uma parte importantíssima do Contrato, os valores. Separe bem os valores
de acordo com os projetos adquiridos, ou seja, de um preço para o site, outro
para as redes sociais, outro para o email marketing, deixe separado e claro.
5 – Hospedagem
Uma das
partes mais difíceis para um prestador de serviços de websites é decidir se vai
oferecer os serviços de hospedagem, ou se vai deixar isto por conta do próprio
cliente. Conversei recentemente com amigos com maior experiência a respeito
disto, boa se você está com um cliente na qual não pretende manter vínculos,
então é mais indicado que você apenas o oriente a como obter registro de
domínio e hospedagem e deixar que o mesmo faça as assinaturas com os dados
próprios.
No entanto se você está com um cliente bacana e pretende
continuar os vínculos, bom ai sim vale a pena facilitar o serviço e fazer você
mesmo à hospedagem.
Mas estes dados precisam estar no contrato, ou seja, de quem
será a responsabilidade pela hospedagem do site, caso seja você, coloque no
contrato os valores e datas de pagamento do registro de domínio + hospedagem.
Deixe claro também que o caso de “Não
pagamento” no prazo correto, o site irá ser suspenso até que retome o
pagamento, assim ele voltará ao ar após efetuar o pagamento.
6 – Suporte e Manutenção
Mais
uma vez envolvendo os vínculos com os clientes, o sistema de suporte e manutenção
é determinado a partir deste momento, coloque no contrato se o cliente irá ter
suporte por um determinado período de dias, no caso de manutenção (trocas de
textos, imagens, etc) deixe explicito qual será o valor cobrado para este
serviço. Caso você opte por não ter vínculos com o cliente após entrega do
site, coloque no contrato que ele (cliente) é livre para escolher qualquer
outro para fazer a manutenção/atualização do site, já que o mesmo possui os
dados FTP de acesso na hospedagem do site.
Outra
parte importante a ser conversado com o cliente é a respeito do site (ou parte
dele) ser editado pelo mesmo, nestes casos cobre um valor mais alto pelo
trabalho, pois será um pouco mais trabalhoso fazer essa parte e você
provavelmente não fará manutenções futuras no site.
7 – Treinamentos
Caso o
site tenha uma área de edição, pense na possibilidade de oferecer um
treinamento para o cliente, para não causar problemas, decida também se vai
incluir o valor do treinamento no pacote completo e/ou aparte, afinal você
poderá ser chamado outras vezes para dar este treinamento.
8 – Project Charter
Não é Contrato de prestação de Serviços.
O
Project Charter como o nome sugere é o “Termo de abertura do projeto” é um
documento utilizado internamente pelos envolvidos no desenvolvimento do
projeto, seja um Sistema WEB e/ou site.
Nele alem de conter o nome da Agencia/Organização, nome do projeto,
versão e data de revisão e contem também assinatura dos envolvidos.
Em seu conteúdo tem a identificação do projeto,
justificativa, objetivo dentre outros dados relevantes ao projeto e que só
cabem a estas pessoas que estão trabalhando em seu desenvolvimento.
Mas este será um assunto aprofundado em nossas próximas
postagens. Até lá pessoal.
Comentários
Postar um comentário